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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recomenda que viajantes e profissionais do setor de turismo verifiquem e atualizem suas vacinas contra o sarampo. O imunizante está amplamente disponível em salas de vacinação da rede pública de saúde.
Com o registro de dois casos confirmados de sarampo no Brasil em 2026, a SES-DF monitora com atenção o cenário epidemiológico. Apesar de nenhum caso novo ter sido registrado no Distrito Federal neste ano, a última confirmação na região ocorreu em 2025, envolvendo um paciente infectado no exterior.
A principal orientação da secretaria é garantir que a população esteja protegida. A gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira, destacou que o sarampo é uma doença altamente contagiosa, capaz de causar complicações severas e até mesmo mortes. Ela ressalta que altas taxas de vacinação criam uma barreira de proteção coletiva, protegendo também os mais vulneráveis.
As vacinas estão disponíveis para pessoas entre 1 e 29 anos, que devem tomar duas doses da vacina tríplice viral. Adultos entre 30 e 59 anos precisam receber uma dose. Essa vacina também protege contra rubéola e caxumba. Basta ir até uma unidade de saúde com documento de identificação e, se possível, cartão de vacinação. Na Sala do Viajante, localizada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), é possível obter informações específicas sobre a necessidade de vacinação antes de viagens para outros países.
De acordo com a SES-DF, a cobertura vacinal no Distrito Federal ainda não atingiu a meta de 95% na faixa etária ideal. Entre crianças de 12 meses a 2 anos, 85,6% tomaram a primeira dose e 81,2% completaram a segunda. Além disso, dos 38 casos de sarampo confirmados em todo o Brasil em 2026, 36 ocorreram em pessoas que não possuíam registro vacinal.
Mesmo sem registrar novos casos neste ano, a vigilância segue sendo rigorosa. O Comitê de Monitoramento de Eventos em Saúde do Distrito Federal (Cmesp-DF) continua atuando ativamente para acompanhar dados nacionais e internacionais sobre sarampo. Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, frisou que esse acompanhamento permite detecção precoce de riscos potenciais à saúde pública local, possibilitando respostas rápidas e eficazes.
Desde 2023, o DF investigou diversas notificações sem confirmações, sendo o último caso confirmado em 2025. Quando isso ocorreu, foram implementadas ações imediatas como busca ativa por contatos do paciente infectado, isolamento domiciliar e bloqueios vacinais seletivos para evitar novas transmissões. Além disso, foi comunicado a toda rede de saúde sobre as medidas adotadas.
A SES-DF segue executando estratégias fundamentadas no Plano Distrital de Resposta Rápida a Casos e Surtos de Sarampo. Esse plano delineia fluxos e responsabilidades pré-estabelecidas para garantir uma resposta coordenada diante de qualquer emergência sanitária. Juliane Malta reforça que esse planejamento antecipa cenários possíveis e auxilia na atuação organizada das equipes da saúde.
