Em meio às discussões sobre a mobilidade urbana no Distrito Federal, a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão, rebateu publicamente as críticas direcionadas à gestão do sistema de transporte público. Durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, a chefe do Executivo local buscou se distanciar das controvérsias envolvendo os aportes financeiros do governo às empresas do setor, afirmando que não teve participação direta na definição dos subsídios estatais.
As declarações surgem em um momento em que a oposição e setores da sociedade civil intensificam as cobranças sobre o montante repassado às concessionárias de ônibus e metrô, além de questionarem a qualidade das frotas e a frequência das linhas que atendem as regiões administrativas do DF.
Separação de atribuições técnicas e financeiras
Ao responder aos questionamentos, Celina Leão destacou que a gestão orçamentária e a formulação das políticas de subsídio para o transporte foram conduzidas por pastas técnicas e pela equipe econômica do governo, sem interferência direta do seu gabinete.
"As decisões relacionadas aos cálculos e à concessão de subsídios foram estritamente técnicas, formuladas pelas secretarias responsáveis. Não houve participação da minha parte no desenho dessas medidas financeiras", pontuou a governadora.
A candidata defendeu que o uso de subsídios é uma ferramenta utilizada para evitar que o custo real da tarifa seja repassado integralmente ao passageiro, mantendo o valor cobrado nas catracas acessível para os trabalhadores de renda mais baixa.
O debate sobre o modelo de mobilidade no DF
O financiamento do transporte coletivo no Distrito Federal é um dos temas mais sensíveis da atual campanha eleitoral. O modelo atual depende de complementações tarifárias pagas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para cobrir o custo operacional das empresas contratadas.
Críticas da oposição: Apontam a disparidade entre o expressivo volume de recursos públicos destinados às concessionárias e a insatisfação dos usuários com lotação, atrasos e conservação dos veículos.
Defesa da gestão: Sustenta que o congelamento das tarifas e a expansão de benefícios sociais dependem desse equilíbrio econômico-financeiro firmado em contrato.
Perspectivas para a mobilidade urbana
Durante a sabatina, a governadora reforçou que seu plano de governo prevê a continuidade de investimentos em infraestrutura viária, renovação da frota e ampliação de corredores exclusivos, como os trechos de BRT (Bus Rapid Transit).
Celina Leão ressaltou que a prioridade para um eventual segundo mandato será garantir maior transparência nos contratos do setor e cobrar eficiência das concessionárias, sem que isso implique no aumento das passagens para a população.
Da redação do Portal Top10
Por,Ivan Moreno Editor e Jornalista
