Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
Dicas de Saude

Bactérias podem estar ligadas à depressão, diz estudo

Descrita como uma ‘epidemia silenciosa’, a depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a OMS

Publicada em 04/03/19 às 19:14h - 50 visualizações

por PORTAL DE NOTICIAS DA RÁDIO SERTANEJO TOP 10 - IVAN MORENO


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 (Foto: PORTAL DE NOTICIAS DA RÁDIO SERTANEJO TOP 10 - IVAN MORENO)

O intestino é considerado nosso segundo cérebro. Por esta razão, cientistas resolveram olhar mais de perto como o equilíbrio da microbiota intestinal afeta a saúde mental e concluíram, em um novo estudo, que as bactérias presentes no intestino podem afetar o equilíbrio mental e, sobretudo, as chances de sofrer de depressão.

Uma equipe de pesquisadores belgas analisou amostras de fezes de mais de mil voluntários e descobriu que duas famílias de bactérias eram sistematicamente menores em pessoas depressivas, incluindo naquelas estavam recebendo tratamento.

Adicionalmente, um outro estudo que incidiu sob uma população de controle de mil holandeses validou essas conclusões, que estabelecem uma relação causal estatística entre o número de certas bactérias e o nível de bem-estar e saúde mental, explica o artigo publicado na revista científica Nature Microbiology.

As famílias de bactériasCoprococcus e Dialister são conhecidas por terem propriedades anti-inflamatórias. “Mas também sabemos que a inflamação do tecido nervoso desempenha um papel importante na depressão, por isso a nossa hipótese é que os dois estão ligados de uma forma ou de outra”, disse à AFP o professor de microbiologia e um dos autores da pesquisa Jeroen Raes, da Universidade KU Leuven.

“A ideia de que substâncias derivadas do metabolismo de micróbios podem interagir com o cérebro humano e, portanto, com o comportamento e sentimentos”, diz Raes.

Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os antidepressivos estão atualmente entre os medicamentos mais prescritos em muitos países, mas esta pesquisa pode abrir caminho para novos tipos de tratamento para a doença debilitante do foro mental.




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