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 Em uma  decisão, onde é para que a Receita Federal "se abstenha de estabelecer limitação ao montante do PIS e COFINS sobre o ICMS efetivamente recolhido, devendo ser considerado o valor incidente sobre o ICMS destacado nas notas fiscais".

O juiz Federal substituto Samuel Parente Albuquerque, da 1ª vara Federal de Ji-Paraná/RO, decidiu que o ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da Cofins.

A determinação judicial, em caráter liminar, é para que a Receita Federal "se abstenha de estabelecer limitação ao montante do PIS e COFINS sobre o ICMS efetivamente recolhido, devendo assim, ser considerado o valor incidente sobre o ICMS destacado nas notas fiscais".

O vale dize, que tributarista Thiago Sarraf, do escritório Nelson Wilians Advogados, que impetrou a ação em favor da empresa, considera "irretocável a decisão do magistrado ao esclarecer, de forma direta, que o imposto a ser excluído da base de cálculo das contribuições é aquele destacado nas notas fiscais, ao invés do ICMS efetivamente recolhido pelos contribuintes".

De acordo com Sarraf, conforme pontuado na decisão, na ocasião do julgamento do leading case (RE 574.706), a questão foi devidamente enfrentada pelo Supremo, conforme reconhecem decisões posteriores do próprio STF e de outros tribunais.

"Não resta dúvida de que o imposto destacado nas notas fiscais deve ser excluído da base de cálculo das contribuições, o que revela a ilegalidade de normas expedidas pela Receita Federal tendentes a limitar tal entendimento, que, por consequência, obstam a devolução integral dos tributos indevidamente recolhidos pelas empresas", argumenta Sarraf.

Espera-se que a discussão seja definitivamente finalizada na próxima quinta-feira, 29, no STF, quando serão julgados os embargos de declaração opostos pela União Federal no RE 574.706.

"Isso irá tornar dispensável que os contribuintes que ajuizaram e obtiveram êxito em ações sobre a matéria tenham que adotar novas medidas judiciais para garantir um direito já conhecido pelo Poder Judiciário, a exemplo do caso em destaque", finaliza Thiago.

Vale dizer que o que a União pleitei é a modulação, no sentido de não ter que pagar os tributos recolhidos dos últimos 5 anos, que no máximo a modulação permita devolver os tributos de 2017 para cá, quando foi julgado pelo plenário do STF o RE 574.706, vamos aguardar os acontecimento.

Processo: 1001356-29.2021.4.01.4101

Segue a decisão abaixo:



Por Carlindo Medeiros 
Advogado, com informações do site Migalhas
Mais informações: http://www.cladvocaciadf.com.br/