Estratégia aposta em informação, acolhimento e prevenção da violência contra mulheres A chegada do Carnaval volta a mobilizar o Governo ...
Estratégia aposta em informação, acolhimento e prevenção da violência contra mulheres
A chegada do Carnaval volta a mobilizar o Governo do Distrito Federal em torno da proteção das mulheres. Nesta sexta-feira (6), às 14h, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal apresenta o calendário oficial da campanha Carnaval Sem Assédio, que chega ao quarto ano com atuação ampliada e presença intensificada nos principais pontos da folia.
A estratégia parte de um princípio claro: estar onde o Carnaval acontece. Blocos de rua, bares, restaurantes e áreas de grande circulação nas regiões administrativas contarão com equipes capacitadas para orientar, acolher e informar a população sobre como identificar situações de assédio e violência de gênero, além de divulgar os canais oficiais de denúncia.
A campanha aposta em comunicação direta, linguagem acessível e visibilidade. Com o slogan “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos passaram a ser distribuídos desde o início de fevereiro. Aproximadamente 90 servidores participam da ação, posicionando os materiais em locais estratégicos para garantir amplo alcance entre foliões e trabalhadores do setor de entretenimento.
A vice-governadora Celina Leão destaca que o enfrentamento ao assédio integra o planejamento do Carnaval no DF. “A festa precisa ser um espaço seguro. Nenhuma mulher pode ter seu direito ao lazer comprometido por violência ou desrespeito. O GDF atua de forma integrada para garantir orientação, acolhimento e proteção”, afirmou.
Além das mensagens educativas, os cartazes concentram informações práticas. Um QR Code direciona para o site da Secretaria da Mulher e reúne os principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF) e 180 (Central de Atendimento à Mulher).
Presença que previne
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, o Distrito Federal não registrou ocorrências de assédio durante o Carnaval nos dois últimos anos. O resultado é associado à presença contínua do poder público nos territórios, à articulação da rede de proteção e ao fortalecimento de ações preventivas durante grandes eventos.
Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a campanha vai além da conscientização. “Quando levamos informação para onde as pessoas estão, mostramos que a violência não será tolerada. O Carnaval Sem Assédio existe para lembrar que respeito também faz parte da festa”, ressaltou.
A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, que orienta espaços públicos e privados a adotar medidas de prevenção, proteção e apoio a mulheres em situação de assédio, importunação sexual ou violência, reforçando a atuação integrada da rede de atendimento durante o período carnavalesco.
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