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Gravidez na adolescência: A Secretaria de Saúde do Distrito Federal planeja realizar mais de 250 iniciativas educativas voltadas para jovens em 2025.

  A gravidez na adolescência aum e nt a os riscos à saúde tanto para mães qu an t o p a ra os bebês. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saú...

 


A gravidez na adolescência aumenta os riscos à saúde tanto para mães quanto para os bebês. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) está empenhada em desenvolver ações educativas voltadas para a conscientização sobre gravidez precoce entre adolescentes. Em 2025, foram promovidas 256 atividades coletivas que impactaram mais de 10 mil jovens, com foco na saúde sexual e reprodutiva. Essas iniciativas também contaram com a parceria da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), dentro do Programa Saúde na Escola (PSE).

O impacto da gestação na adolescência transcende os desafios individuais, atingindo famílias, crianças e até mesmo o sistema de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), engravidar nessa faixa etária eleva o risco de complicações físicas e agrava condições socioeconômicas já existentes. Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 66% das gestações nesse período não são planejadas, evidenciando fatores como desinformação e falta de suporte familiar e comunitário.

Viviane Albuquerque, técnica responsável pela área de Saúde da Mulher na SES-DF, ressalta as consequências negativas da gravidez precoce. Além dos riscos à saúde de mãe e bebê, como prematuridade, anemia, aborto espontâneo e depressão pós-parto, um grande impacto no abandono escolar das adolescentes, comprometendo suas perspectivas de futuro.

Na rede pública, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desempenham um papel essencial na prevenção e cuidado. Disponibilizam gratuitamente diversos métodos contraceptivos, como preservativos, pílulas anticoncepcionais, injeções hormonais, dispositivos intrauterinos (DIU) e agendamento de procedimentos como laqueadura tubária e vasectomia. Uma novidade introduzida pela SES-DF é o Implanon, um implante subdérmico reversível que libera etonogestrel e tem eficácia por até três anos. Esse método atende principalmente adolescentes com idades entre 15 e 19 anos e pessoas em situações de vulnerabilidade.

Para acessar os serviços das UBSs, basta apresentar um documento oficial com foto e o cartão do SUS. As adolescentes podem buscar atendimento sozinhas ou acompanhadas por seus responsáveis, sem necessidade de autorização prévia. Os serviços disponíveis incluem testes rápidos de gravidez e início imediato do pré-natal em caso de confirmação. Quando a gestação é causada por violência sexual, as UBSs m a obrigação legal de registrar a ocorrência, especialmente em casos envolvendo menores de 14 anos.

Após a confirmação da gravidez, as UBSs oferecem acompanhamento completo, com suporte emocional e orientações para as jovens mães. Em situações onde há indícios de abuso, é possível acionar o Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL), realizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O Hmib dispõe de equipes multidisciplinares para atender gestantes conforme a legislação federal. A decisão sobre prosseguir ou interromper a gestação cabe à mulher ou ao seu representante legal, dentro dos parâmetros das normas vigentes.

Essas iniciativas reforçam o compromisso da SES-DF em garantir suporte integral para jovens gestantes, combinando cuidados médicos com ações educacionais focadas na prevenção e promoção da saúde sexual.

Artigo por Carlindo Medeiros, Portal de Notícias Lei e Política

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