No 8 de março, histórias de colaboradoras mostram como atitudes do cotidiano ajudam a fortalecer a assistência e a cultura institucional...
No 8 de março, histórias de colaboradoras mostram como atitudes do cotidiano ajudam a fortalecer a assistência e a cultura institucional no órgão.
Em muitos momentos, a melhora de um paciente começa com uma decisão silenciosa: permanecer um pouco mais ao seu lado, ouvir com atenção ou dedicar tempo para explicar a situação. Nem sempre esse tipo de cuidado aparece nos protocolos ou nos fluxos assistenciais. Na maioria das vezes, ele se manifesta em atitudes simples, repetidas diariamente por profissionais que enxergam no trabalho algo que vai além de uma função.
Neste 8 de março, três histórias ajudam a mostrar como atitudes do cotidiano contribuem para consolidar não apenas os princípios do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), mas também uma cultura institucional baseada no compromisso com o paciente. Quando essa postura se transforma em prática diária, a instituição se fortalece e a assistência à população se qualifica.
Atualmente, o IgesDF conta com 11.343 colaboradores ativos. Desse total, 8.423 são mulheres, o que representa 74,26% da força de trabalho. Mais do que um dado estatístico, o número revela a presença feminina em plantões, corredores hospitalares, setores administrativos, obras, áreas técnicas e em decisões que impactam diretamente o atendimento prestado à população do Distrito Federal.
Na sala vermelha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, um adolescente de 16 anos deu entrada com cetoacidose diabética, complicação grave da doença que exige intervenção imediata. O diagnóstico surgiu naquele momento, em meio ao sofrimento.
Para iniciar o atendimento, era necessário explicar a situação ao paciente e à família. No entanto, o jovem resistia. Foi então que a técnica de enfermagem Alessandra Lopes percebeu que, antes de qualquer procedimento, era preciso construir confiança. “Fui conversando no tempo dele, respeitando o espaço. Aquilo o acalmou. Ele começou a confiar em mim e o tratamento fluiu melhor”, conta.
Alessandra relata que decidiu trabalhar em uma UPA após a morte da mãe, por acreditar que poderia contribuir no cuidado com outras pessoas. “Me engrandece saber que estou ajudando na recuperação de alguém e trazendo mais tranquilidade para a família”.
Quando transportar é acolher
No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o trabalho de Raiane Sousa começa conduzindo pacientes entre setores, exames e, muitas vezes, até o momento da alta hospitalar. Como maqueira, sua rotina exige agilidade, atenção e resistência física.
Mas, para ela, o trabalho vai além da locomoção. “Às vezes, o paciente só precisa ser ouvido. A gente leva para um exame e volta com uma história”, ressalta.
Em um dos plantões, a colaboradora acompanhou uma senhora que receberia alta, mas não tinha acompanhante. Raiane a levou até a portaria, ajudou a acionar o transporte e aguardou até que estivesse acomodada no carro. Antes de ir embora, a paciente pediu para fazer uma oração por ela. “Ela agradeceu pelo cuidado. Aquilo me marcou. No dia a dia, no meio dos trajetos, surgem conversas e laços que a gente nem imagina”, lembra.
No Núcleo de Mobilidade (Numob), onde atua, Raiane destaca que o trabalho em equipe faz diferença na rotina. “O apoio entre as colegas ajuda muito. Isso aparece no clima da equipe e também na forma como os pacientes se despedem”, diz.
Cuidado antecipado
Nos bastidores das unidades de saúde, também há profissionais que contribuem diretamente para o funcionamento da assistência. É o caso das equipes responsáveis por obras, reformas e adequações estruturais.
Engenheira civil do Núcleo de Manutenção e Infraestrutura do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Nathalia Casagrande esteve à frente das adequações necessárias para a instalação de novos tomógrafos na unidade. “Quando vemos o equipamento pronto para atender, sabemos que aquilo vai beneficiar muita gente. É gratificante enxergar o resultado físico do nosso trabalho e entender que ele impacta diretamente na assistência”, afirma.
Nathalia conta que, no início da carreira, enfrentou resistência em um ambiente ainda predominantemente masculino. “Persisti porque o que me motiva é ver as coisas funcionando, saber que contribuí para algo que melhora o atendimento. Cada entrega é mais que uma obra concluída, é uma etapa vencida na construção de um hospital mais preparado para quem precisa", completa.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, esse tipo de postura fortalece a identidade da instituição. “Neste 8 de março, reconhecemos que são essas escolhas cotidianas, repetidas em diferentes setores, por milhares de colaboradoras, que sustentam a assistência. Um legado silencioso que segue, plantão após plantão, obra após obra, fazendo da saúde pública um compromisso vivido na prática”, destaca.
Com informações do IgesDF
