Missão do CBMDF transporta bebê e avó para transplante de fígado no Paraná

 

                                                                      Divulgação CBMDF
Missão aeromédica do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal levou paciente em estado delicado e sua família até Curitiba, onde a criança passará por um transplante que terá a avó como doadora

Ainda antes do amanhecer deste domingo (21), uma corrida silenciosa contra o tempo começou no Aeroporto Internacional de Brasília. Enquanto a cidade despertava, uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) era preparada para transportar uma bebê de apenas oito meses até Curitiba (PR), onde ela terá uma nova chance de vida por meio de um transplante de fígado. A doadora é a própria avó da criança.

A operação mobilizou pilotos, médicos, enfermeiros, operadores aerotáticos e mecânicos da corporação, que passaram os últimos dias organizando cada detalhe da missão. A pequena paciente enfrenta um quadro de falência hepática e precisava chegar ao Paraná com rapidez e em condições adequadas para a realização do procedimento cirúrgico.

Os preparativos começaram ainda de madrugada. Por volta das 5h, a equipe médica deixou o Hospital da Criança em direção ao aeroporto com a bebê. Enquanto isso, pilotos e mecânicos realizavam as últimas inspeções na aeronave, conferindo equipamentos, abastecimento e todos os protocolos necessários para um voo de alta complexidade.

Às 8h05, o avião RESGATE 09, modelo Grand Caravan EX, decolou de Brasília levando a criança, sua mãe e a avó, que doará parte do fígado à neta. A bordo, dois pilotos, um médico e um enfermeiro acompanharam toda a viagem, monitorando as condições clínicas da paciente durante o trajeto.

O pouso ocorreu por volta do meio-dia no Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba, onde a estrutura hospitalar já aguardava a chegada da família para dar sequência ao transplante.

Além da complexidade técnica, a missão simboliza um dos papéis mais sensíveis desempenhados pelo Corpo de Bombeiros: garantir que pacientes em estado crítico tenham acesso, com segurança, a tratamentos que muitas vezes dependem de uma corrida contra o relógio.

Neste caso, a esperança embarcou junto com três gerações de uma mesma família — uma avó disposta a doar parte do próprio fígado para salvar a vida da neta e uma mãe acompanhando cada etapa da viagem que pode mudar o destino da filha.

Após concluir o transporte, a equipe do CBMDF  retornou ao Distrito Federal ainda no domingo (21), encerrando mais uma operação em que a precisão técnica e a resposta rápida foram determinantes para tornar possível o início de um tratamento que representa uma nova oportunidade de vida para a criança. 

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