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Em vídeo publicado na noite desta terça-feira (27/01) em seu perfil no intagram, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou, a sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD).
Por trás do anúncio formal da filiação de Ronaldo Caiado ao PSD, está um movimento político mais amplo do que a simples troca de partido. O governador de Goiás reposiciona sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026 ao migrar para uma legenda que lhe oferece estrutura, previsibilidade e um campo de disputa mais organizado do que aquele encontrado no União Brasil.
A decisão ocorre após meses de desgaste silencioso dentro do antigo partido o União Brasil, marcado pela indefinição estratégica para 2026 e pela formação de uma federação com o Progressistas (PP), que diluiu projetos presidenciais próprios e ampliou a margem para negociações com o governo federal. Nesse ambiente, a candidatura de Caiado passou a disputar espaço com interesses regionais e acordos pragmáticos, sem garantia de prioridade na agenda nacional da sigla.
No PSD, Caiado encontra um partido que, embora igualmente heterogêneo, opera com maior centralização decisória e discurso mais claro sobre o papel que pretende desempenhar na próxima eleição presidencial. A presença de Gilberto Kassab no comando da legenda é vista por aliados do governador como um fator de estabilidade, especialmente na condução de alianças com siglas médias e pequenas do Centrão, hoje decisivas para qualquer projeto competitivo.
A filiação foi anunciada ao lado dos governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), também nomes cotados para a disputa de 2026. O gesto teve caráter simbólico: sinaliza que o PSD pretende construir uma alternativa presidencial fora dos polos tradicionais e que a definição do candidato passará por um processo interno de acomodação política, e não por imposição individual.
Esse cenário, contudo, traz desafios. Ao ingressar em um partido com outros pré-candidatos de peso, Caiado deixa de ser protagonista automático para se tornar parte de uma disputa interna mais sofisticada, baseada em desempenho eleitoral, capacidade de articulação e aceitação nacional.
A leitura é queo governador Ronaldo Caiado vem de uma boa safra política e surfa um ciclo de consolidação ao longo de 2025, especialmente nas áreas de segurança pública e equilíbrio fiscal —essas são sua vitrine administrativa, no outro polo o PSD trabalha para ampliar sua presença no Congresso e fortalecer pontes com o centro político.
Mais do que um movimento ideológico, a mudança de legenda revela pragmatismo. Caiado busca escapar da fragmentação partidária que tem inviabilizado candidaturas antes mesmo do início oficial das campanhas. Ao escolher o PSD, o governador sinaliza que seu projeto presidencial passa, agora, menos pela retórica e mais pela engenharia política necessária para transformar intenção em viabilidade eleitoral.
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